Uniforme da bailarina – a importância de cada item

  Postado por Escola Paulista de Dança    
  17 de agosto de 2020

Muitos já sabem que alguns itens são essenciais e considerados o uniforme da bailarina, mas você conhece o motivo de cada um? Confira a seguir:

Coque: o penteado oficial da bailarina é importante em vários aspectos: representa a elegância do ballet, disciplina e beleza estética.
Além disso, é importante para que o professor possa visualizar o rosto, pescoço, colocação das costas e ombros da bailarina. Nas turmas de baby e primeiras séries ajuda a não criar vícios motores ao tirar o cabelo do rosto.
Deve ter seu uso incentivado desde cedo e incluído na rotina de preparação às aulas.

Collant: não é apenas questão de estética e organização, assim como em qualquer atividade física, existem roupas ideais para facilitar o desempenho em cada atividade. No caso do collant ele precisa ser justo, mas não apertado ou incômodo, para facilitar a visibilidade do professor nas correções.

Meia-calça: necessita ser rosa ou salmão, mantêm as pernas e quadril aquecidos evitando lesões e auxilia a visão do professor nas correções de pernas e rotação en dehors.

Sapatilha: devem ser do tamanho certo dos pés (nem muito pequenas para os dedos nao ficarem dobrados e nem com sobras), macias e flexíveis e na mesma cor da meia-calça, criando uma linha continua e alongada de pernas e pés. Mantêm os pés aquecidos e ajudam no deslizar dos passos evitando lesões.

O uso correto do uniforme estabelecido pela escola é muito importante, pois evita riscos de desequilíbrio e perda de concentração, causados pelo uso de roupas inadequadas para a prática do ballet.
Não esqueça de separar suas roupas para o retorno às aulas, uma boa bailarina é reconhecida também por sua disciplina com a vestimenta.

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Arabesque – dicas e informações

  Postado por Escola Paulista de Dança    
  8 de julho de 2020

Considerado um passo essencial no ballet clássico e um dos passos mais bonitos feitos por bailarinos, quando bem executado, o arabesque é difícil, mas não impossível e assim como o ballet clássico de forma geral, requer muito treino.
Nessa posição o bailarino tem seu peso sustentando por uma perna, enquanto a outra perna sai do chão e se estende por trás do corpo, a perna de apoio pode estar totalmente apoiada no chão, em meia ponta ou em ponta.
O arabesque requer força da musculatura das costas e controle do peso do corpo, mas ao observar um bailarino profissional nessa posição, ela parece delicada e fácil.
Jovens bailarinos podem imaginar que a posição trata-se apenas de elevar uma das pernas em relação ao tronco o mais alto possível e que o maior trabalho da posição provém da força das pernas, mas qualquer professor poderá lhe dizer que é uma ideia errada, o trabalho principal deve ser o de trabalhar a posição do tronco, braços e cabeça com exercícios de fortalecimento e condicionamento que ajudam a alcançar a altura e equilíbrio e melhoram sua técnica.

O arabesque tem variações de acordo com o método usado, por exemplo:
⦁ Método Cecchetti – 5 arabesques
⦁ Método Vaganova e Cubano – 4 arabesques
⦁ Método Royal – 3 arabesques
⦁ Método Francês – 2 arabesques

Para alcançar um bom e alto arabesque (acima de 90 graus), é necessário dedicar inúmeras horas de trabalho árduo e treinar muito na barra, até aprender o alinhamento adequado do corpo e sentir que deixou de procurar por suporte. Além disso, praticar elevações na barra, ajuda a fortalecer pernas, tornozelos e pés.

Antes de iniciar o arabesque lembre-se:
⦁ De estar aquecido
⦁ Manter a postura reta
⦁ Manter as costas o mais retas possível
⦁ Ter controle do peso do corpo
⦁ Esticar os joelhos
⦁ Manter os braços leves e alongados

Como executar o arabesque:
⦁ Cuidar do alinhamento dos ombros lado a lado
⦁ Manter os ombros o máximo possível sobre os quadris antes de ceder levemente no ápice do arabesque
⦁ Manter os joelhos esticados
⦁ Manter o peso do corpo sobre os dedos do pé de base
⦁ Manter o pescoço sem tensão e alongados
⦁ Manter os braços suaves e alinhados de acordo com o arabesque sugerido
⦁ Sustentar o arco dos pés

A grande maioria das audições exige uma boa variação dessa posição, por ser uma das mais difíceis no ballet. Muitas companhias exigem fotos no arabesque para fazer uma primeira seleção do bailarino.
Mesmo que o bailarino tenha nascido com um físico privilegiado, com uma boa flexibilidade e musculatura das costas, ainda assim um arabesque de causar inveja indica que o bailarino trabalhou em todos os aspectos do ballet (dedicação, flexibilidade, arcos dos pés, boa postura, leveza de movimentos e condicionamento físico).

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A importância do alongamento para a dança

  Postado por Escola Paulista de Dança    
  30 de junho de 2020

A prática do alongamento ajuda a manter os músculos flexíveis, fortes e sadios e esse conjunto de benefícios são importantes para o bom movimento das articulações, sem eles os músculos ficam encurtados e tensos, sendo incapazes de manter equilíbrio e causando dores.

O alongamento deve ser feito de forma regular, quando praticado esporadicamente o corpo não fica preparado para “enfrentar” atividades que exijam muito de seus músculos.

Especificamente na dança, o alongamento é fundamental para manter o corpo preparado para os diversos passos que exigem resistência física, qualidade e amplitude de movimentos.

Contudo é importante não confundir alongamento e aquecimento, este primeiro é mais eficaz quando os músculos estão quentes, pois alongar com músculos frios pode resultar em lesões. É recomendado alongar após algum período de atividade física.

Alongue-se de forma adequada e lembre-se de quanto mais comum na sua rotina for o alongamento, mais benefícios para seu corpo e mente serão somados.

Para explicar um pouco mais sobre os benefícios na dança, conversamos com Nadine Oliveira, professora de alongamento e flexibilidade para ginastas, acompanhe:

1. Sabemos que todo bailarino/dançarino deve fazer exercícios adicionais além das aulas de técnica. É possível uma pessoa com pouca flexibilidade adquirir um bom alongamento através de exercícios adicionais?

Flexibilidade é uma capacidade totalmente treinável, isso quer dizer que todas as pessoas podem desenvolvê-la. Quanto antes começar, mais fácil e mais completo será o desenvolvimento dessa capacidade.

2. Por que quanto mais alta a perna, mais fácil a sustentação dela? 

Quando a perna consegue alcançar ângulos maiores (perna mais alta) o eixo do corpo fica mais centralizado, facilitando o equilíbrio e, com isso, também o controle e sustentação do corpo. Quando o ângulo alcançado é menor (perna mais baixa) há uma descompensação do equilíbrio e do controle corporal, tornando o exercício mais difícil de ser executado.

3. Quais cuidados devemos ter na busca por um bom alongamento?

Para melhorar nosso alongamento é necessário paciência, pois é um processo gradual. É muito importante trabalhar no limite do corpo, para ele conseguir se adaptar e ampliar sua capacidade. Porém, nunca devemos ir além desse limite, pois existe a possibilidade de acontecerem lesões musculares. A qualidade dos movimentos realizados é essencial, para manter o alinhamento do nosso corpo e manter a saúde e segurança das nossas articulações.

4. Como o alongamento pode nos ajudar para evitar lesões? 

Se a musculatura de uma pessoa é flexível ela é capaz de alcançar uma maior amplitude de movimento, permitindo uma melhor qualidade de execução dos mesmos, através do recrutamento de mais fibras musculares de forma harmônica, coordenada e sincronizada, mantendo seguras a musculatura e as articulações.

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Dançar não tem gênero

  Postado por Escola Paulista de Dança    
  25 de junho de 2020

Um pouco de história

Quando o ballet surgiu, no século XVI, apenas os homens tinham permissão para o ofício da dança. O rei da França, Luís XIV, era, inclusive um grande bailarino e criou a Academia Real de Dança, com o intuito de normatizar o ensino e a prática da dança no país.
Até o século XVII apenas homens podiam se profissionalizar no ballet, por conta disso os papéis femininos eram encenados por bailarinos travestidos de mulher.

Em 1681, Mademoiselle de La Fontaine foi a primeira mulher a dançar nos palcos, sendo considerada até hoje a primeira-bailarina de todos os tempos.
Porém mesmo com essa incursão das mulheres nos palcos de dança, a mulher era uma figura acompanhante, os papéis de destaque continuavam sendo apenas masculinos!

Não há consenso como ou quando, a leveza dos movimentos e presença de expressões corporais necessárias na dança passaram a ser associadas à figura feminina e criaram o pré-conceito de que dança é para mulher, fazendo com que os homens se afastassem dessas expressões artísticas.

Outros preconceitos na dança

Ainda com o passar dos anos, muitos outros preconceitos foram difundidos socialmente a cerca do universo da dança, como por exemplo, o entendimento de ser uma atividade profissional e a diversificação de acessórios para os diferentes tipos físicos, sapatilhas de ballet foram por 200 anos comercializadas apenas em tons de rosa e branco, este último só teve mudanças em 2018, quando uma empresa passou a comercializar os acessórios em tons de dourado e marrom.

Ficção

No início de 2001 foi lançado no Brasil o filme Billy Elliot, mostrando a história de um menino que tem sua vida mudada após assistir a uma aula de ballet, na trama o garoto fica entre seu talento e a família que é contra seu desejo de ser bailarino, o garoto persiste no seu sonho e após muitos conflitos, consegue por fim, fazer parte de uma grande escola e realizar seu sonho de ser um bailarino profissional.

Realidade

A história do filme não é real, mas o personagem de Billy foi realmente inspirado por um homem de verdade que enfrentou lutas semelhantes, em sua busca por se tornar um cantor de ópera nos anos 60, Sir Thomas Allen.
Apesar de serem vertentes artísticas diferentes, ainda hoje vemos muitos meninos e rapazes com talentos para artes que não são encorajados e apoiados.
Nas escolas de dança de todo país, o número de meninas é exponencialmente maior que o de meninos, apesar de toda evolução da sociedade, ainda há, infelizmente muito preconceito sobre o tema.
Acreditamos que dançar não têm gênero, é uma expressão artística que desperta energia , ajuda na construção  artística do indivíduo, trabalha exercícios  corporais, ludicidade, conhecimento e isso não é masculino ou feminino é universal e devemos todos trabalhar para esse seja um entendimento difundido cada vez mais.

A teoria na prática

Cor azul, calça e camiseta. Cabelo é pra ser curto e roupa é pra ser larga. Não pode chorar, tem que andar firme (nada de ficar se mexendo muito), seja educado; mas não muito educado porque não pega bem, chutar tá liberado; desde que seja uma bola ou um colega (de vez em quando acontece). Ser arteiro é permitido. Gostar de arte não é muito aceitável.
Em uma cidade de 60.000 habitantes, no interior de São Paulo, onde 46% da população é masculina, essa descrição de 05 linhas resume o vasto repertório de tudo o que um menino, rapaz ou homem pode fazer. Meu pai nasceu e cresceu nessa cidade e eu também. Meu pai tem orgulho de ter sido arteiro; já eu, às vezes, me envergonho por gostar de artes.
O que você pensa quando ouve alguém falar a palavra BALLET? É uma atividade feminina. É preciso começar desde criança. Outras alternativas parecem ser fora do normal. Essas eram as únicas informações que meu pai tinha a respeito desse assunto, até descobrir que o filho dele faz parte da assustadora estatística do “fora da normalidade”.
Um homem rígido e pouco tolerante as diferenças; um rapaz, tímido e desajeitado, que quer aprender a dançar ballet. A pandemia de um vírus mortal. Pai e filho, são obrigados a conviver 24 horas por dia, confinados na mesma casa. Parece serie da Netflix, mas é vida real. Meu nome é Samuel e essa é a minha história.
En dehors , port de bras, fechar as costelas, posição da cabeça, verso e reverso, aquecimento, alongamento, salto e pirueta. Estar em uma sala (mesmo que virtual) com muitas meninas que entendem muito sobre isso enquanto eu, usando roupa justa, tento me movimentar, aprender e dançar. Esse foi o filme que meu pai assistiu durante os últimos três meses.
Conhecer uma rotina de disciplina, vulnerabilidade, superação e amor. Meu pai continua não gostando de assistir espetáculos de ballet, mas agora a dança virou assunto de rotina aqui em casa, desses que a gente fala sentado à mesa. Então um dia ele me perguntou: “Por que não tem outros rapazes na sua aula?” Eu disse: “Não sei dizer pai, mas acho que quando o assunto é dança, as pessoas devem estar assistindo aos filmes errados”.

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Dicas para um bom plié

  Postado por Escola Paulista de Dança    
  3 de junho de 2020

Todo aluno de ballet já deve ter escutado do seu professor, ao executar um dos passos mais conhecidos do ballet a famosa frase: “Me mostra um bom plié”.
Plié significa “dobrado”, no ballet indica um movimento de flexão dos joelhos. É comum vermos alunos dando pouca importância a esse passo, o que é um grande erro, pois o plié é muito importante para outros tantos passos, como saltos e variações masculinas. Além disso, pliés mal executados podem causar problemas nas cartilagens dos joelhos e comprometer toda uma carreira no ballet.

Existem dois tipos de plié: o demi plié e o grand plié, respectivamente, pequeno (meia flexão das pernas) e um grande (flexão total das pernas).
Em turmas iniciantes o plié é executado na primeira, segunda e terceira posição de pernas; e em turmas mais avançadas, ele também é executado em quarta e quinta posição de pernas.

Alguns detalhes importantes para se executar um “bom plié” são:
1. Lembrar que ao dobrar as pernas, os joelhos devem abrir para fora, na direção da ponta dos dedos dos pés, em en dehors;
2. Não empinar o bumbum;
3. Mantenha a coluna reta e o quadril encaixado durante toda execução do passo. Ombros em cima dos quadris e quadris alinhados com os pés;
4. Ao fazer um demi plíe, os pés permanecem no chão o tempo todo, os calcanhares não podem descolar do chão.  No grand-plié os calcanhares se elevam do chão apenas o suficiente para que os joelhos atinjam uma maior flexão, exceto na segunda posição;
5. É necessário descer e subir com a musculatura das coxas, nunca se apoiando na barra ou flexionando o corpo para frente;
6. Esse passo deve ser realizado de forma contínua, tendo o cuidado de não parar o movimento em baixo.

Com essas dicas, temos certeza de que daqui pra frente, seu professor só verá bom plié em aula!

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